ASSOJAF-GO como protagonista no desenvolvimento da categoria, diz vice-presidente


Natural de Iturama, em Minas Gerais, Fúlvio Luiz de Freitas Barros foi aprovado em concurso para Oficial de Justiça há 22 anos, tendo iniciado o exercício da função em Campo Grande (MS). Hoje, aos 52 anos, atua na Justiça Federal de Rio Verde (GO) e ocupa a função de vice-presidente da ASSOJAF-GO. A estabilidade e a boa remuneração do cargo o fez optar pelo concurso à época.

Nessas pouco mais de duas décadas, Fúlvio coleciona histórias de perigo, emocionantes, desafiadoras. Uma delas, lembra, ocorreu com menos de um ano de exercício da profissão, ainda em MS. "Fui cumprir um mandado no plantão. Era, na verdade, uma missão, pois se tratava do sequestro de uma fazenda pelo Estado de MS, de propriedade de um megatraficante de drogas de alta periculosidade. Recentemente, esse traficante foi pauta de reportagem do Fantástico, por ser considerado um dos maiores traficantes brasileiros foragido no exterior", diz.

Ele e a também plantonista Rosália foram até a sede da Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande e planejaram toda a ação com o delegado e os agentes federais que os acompanhariam para proteger as integridades física e moral de ambos. "Somente muitos anos depois, após obter mais experiência com as atribuições do cargo, deparei-me com o enorme risco daquela diligência. Fomos eu e a Rosália com 3 agentes da PF em uma camionete usada. Levamos inclusive galão de combustível na carroceria para abastecer na volta", comenta.

E segue relatando a experiência. "Seguimos em direção ao norte do Estado e após percorrer a rodovia BR-164, entramos em uma estrada vicinal, que depois de certo ponto, teve as condições muito pioradas. Em determinado momento, próximo à sede da fazenda, a estrada ficou estreita, com uma mata fechada de ambos os lados. Ali residia o perigo! Apesar de 3 agentes federais para proteger 2 Oficiais de Justiça, é sabido que os traficantes dispõem de armamento pesado e muitos jagunços. Mas isto, para um recém-oficial, era o máximo! Porém, tratava-se de uma diligência perigosíssima! Bastaria uma emboscada no meio da mata e, hoje, eu não estaria contando esta história. Contudo, chegamos na sede da propriedade e fomos atendidos pelo caseiro, que nada se opôs", conclui.

Desafios Dentre os desafios da carreira na atualidade, Fúlvio destaca a necessária valorização do oficialato no âmbito interno dos Tribunais. "Temos desejo de mudança e de aperfeiçoamento da categoria, com os novos avanços tecnológicos que estão batendo à porta do Judiciário. Recuperar o valor de compra da Indenização de Transporte, há muito tempo defasado, também é um grande desafio nosso."

Para o vice-presidente da ASSOJAF-GO, uma entidade de classe sempre terá papel fundamental para valorização de seus filiados. "Com a ASSOJAF-GO não é diferente. Quando agimos em bloco, juntos, unidos, a categoria consegue obter um norte, balizada por decisões colegiadas. A ASSOJAF-GO precisa ser a protagonista no desenvolvimento exponencial da categoria", frisa.

Com um pouco da história de Fúlvio, encerramos a série de reportagem em homenagem aos Oficiais de Justiça.

Assessoria de Comunicação da ASSOJAF-GO | Ampli Comunicação

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