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ASSOJAF-GO destaca protagonismo das mulheres Oficialas de Justiça no Dia Nacional da categoria

  • há 3 horas
  • 4 min de leitura

No dia 25 de março, celebra-se o Dia Nacional do Oficial de Justiça, data que reconhece a atuação desses profissionais essenciais para a efetividade da Justiça no país. Neste ano, a ASSOJAF-GO presta uma homenagem especial às mulheres Oficialas de Justiça, destacando suas trajetórias, desafios e a relevância do papel que desempenham no Poder Judiciário.


Para marcar a data, a entidade ouviu duas associadas: Alessandra Alves de Morais Nunes, diretora para Assuntos da Justiça Federal da ASSOJAF-GO, e Luzia Martins Lisboa, Oficiala de Justiça do TRT-18.


Carreira


Alessandra relata que ingressou na carreira sem conhecer profundamente a função, mas que, ao longo do tempo, construiu uma relação de identificação com o trabalho. “Se eu nascesse de novo, eu seria oficial de justiça, porque eu amo ser oficial de justiça e tenho muito orgulho da minha profissão.”


Ela destaca que o contato direto com as pessoas transformou sua forma de ver a realidade. “O que mais me marca é realmente eu ver que o meu trabalho modifica às vezes a vida das pessoas.”


Já Luzia aponta que sua escolha pela carreira esteve associada a diferentes fatores, entre eles a busca por melhores condições de vida e a valorização profissional ao exercer um cargo privativo de bacharel em Direito. Ao longo da trajetória, ela destaca o aprendizado constante proporcionado pelas diferentes experiências nos tribunais por onde passou .


Desafios


No exercício da função, ambas relatam uma realidade marcada por desafios práticos. Luzia elenca situações recorrentes, como o cumprimento de mandados em zonas rurais, longas distâncias, dificuldades de deslocamento e situações de risco.


Alessandra destaca, além disso, as mudanças ao longo do tempo na forma de trabalho, especialmente com a adaptação às novas tecnologias e aos meios digitais, além dos impactos do trânsito e das distâncias no dia a dia. Outro ponto ressaltado por ela é o desconhecimento sobre a função.


Ser mulher


As entrevistadas também evidenciam aspectos relacionados ao exercício da função por mulheres. Luzia afirma que, na sua percepção, homens e mulheres exercem a função com a mesma competência, mas relata ter vivenciado situações de desrespeito no exercício da atividade, como em uma diligência em que precisou acionar a polícia diante da resistência de pessoas envolvidas.


Alessandra, por sua vez, aponta que ser mulher na função implica cuidados adicionais. “Ser mulher Oficial de Justiça é mais difícil que ser homem Oficial de Justiça.” Ela explica que há maior necessidade de atenção à segurança, especialmente em determinados ambientes e situações.


Riscos


A questão da segurança aparece de forma recorrente no relato das Oficialas de Justiça. Luzia relata episódios de ameaça velada e constrangimento durante diligências, inclusive em situações com presença de múltiplos homens tentando impedir o cumprimento de ordem judicial. Ela também destaca que, em sua percepção, Oficialas de Justiça estão mais expostas em determinados contextos.


“Penso que os Tribunais deveriam investir mais em cursos de defesa pessoal, de direção defensiva, de direção evasiva, dentre outros", frisa Luzia.


Alessandra reforça que o impacto da função na segurança é real e destaca a necessidade de mudanças de comportamento no exercício do trabalho, com maior atenção e cautela nas diligências. “Mandado é uma caixinha de surpresas. Você pode pegar um mandado legal e chegar lá ter um problema.


Ambas apontam a necessidade de maior reconhecimento da função. Luzia destaca a importância de investimento em capacitação, união da categoria e avanço de projetos de lei que valorizem a carreira.


Alessandra enfatiza a necessidade de tornar mais visível o papel do Oficial de Justiça: “As pessoas acham que nós somos meros entregadores de papéis.” Ela reforça que o trabalho do oficialato é essencial para que as decisões judiciais se concretizem na prática. “A Justiça só chega mesmo através do oficial de justiça.”


Identificação


Apesar das dificuldades, as duas Oficialas demonstram forte identificação com a carreira. Luzia define sua atuação com elementos que vão além da técnica.


“Ser Oficiala de Justiça, para mim, é ser destemida, um pouco psicóloga (para ouvir as reclamações dos destinatários dos mandados), tratar com respeito as pessoas com as quais estamos lidando em decorrência do nosso trabalho, porém com a autoridade necessária. Além disso, eu amo ser Oficiala de Justiça. Esse meu trabalho ocupa um lugar de tamanha importância e destaque como a minha família e a minha vida.”


Já Alessandra resume o sentimento em relação à profissão de forma direta. “Eu tenho muito orgulho de ser oficial de justiça. A profissão me modificou como ser humano. Então, eu acho que foi um presente ter ingressado nesta carreira.”


Reconhecimento


A presidente da ASSOJAF-GO, Vanessa Corrêa Vasconcelos, destaca que a homenagem da ASSOJAF-GO reforça a importância de dar visibilidade às experiências das Oficialas de Justiça.


“Dar voz às Oficialas de Justiça é reconhecer não apenas a importância da função, mas também os desafios específicos enfrentados por mulheres no exercício da atividade. A ASSOJAF-GO segue comprometida com a valorização da categoria e com a defesa de melhores condições de trabalho para todas e todos.” Vanessa é a segunda mulher a presidir a Associação em 26 anos de sua fundação


Assessoria de Comunicação da ASSOAJF-GO | Ampli Comunicação

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