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Profissão Oficial de Justiça: o risco em nome da lei - Eliane

Atualizado: 26 de set. de 2023


O trabalho dos Oficiais de Justiça exige responsabilidade para executar ordens judiciais e as adversidades que são inerentes a essa função. Durante essa jornada, os profissionais não apenas enfrentam os desafios cotidianos de um trabalho qualquer, mas também lidam com reações adversas direcionadas a eles quando as notícias que trazem não são bem recebidas.


A ASSOJAF Goiás inicia a série Profissão Oficial de Justiça: o risco em nome da lei com relatos de colegas que já viveram situações extremas durante a execução de mandados. Encarregados de transmitir informações que, em muitos casos, resultam em consequências desfavoráveis para os destinatários, os oficiais são vítimas de frustrações e respostas negativas, muitas vezes colocando em risco a própria vida.


Eliane de Oliveira Teixeira Bariani (foto), oficial da Justiça Federal há 25 anos, viveu há 15 anos uma história impactante sobre os desafios e riscos que enfrenta em sua profissão. Ela relembra um incidente quando foi encarregada de cumprir um mandado de intimação de desocupação em uma casa humilde em Senador Canedo. Ao chegar à residência, encontrou um idoso que acabou ameaçando Eliane, deixando-a por cerca de 40 minutos com arma na cabeça até que ela conseguisse persuadi-lo a liberá-la.


A oficial enfrentou consequências físicas e emocionais após o incidente, incluindo gastrite e dificuldades para dormir. Além disso, ela destaca a falta de apoio institucional adequado para os Oficiais de Justiça, mencionando que muitas vezes não recebem reforço policial quando necessário e que o feedback sobre essas situações nem sempre é eficaz. No caso deste mandado, outro oficial já tinha sido ameaçado pelo mesmo idoso e o aviso da necessidade de proteção policial.


A pandemia agravou ainda mais a situação, com um aumento no volume de mandados acumulados e uma crescente resistência por parte das pessoas intimadas. Eliane relata que muitos colegas estão enfrentando problemas de saúde, incluindo casos de síndrome do pânico.


O relato de Eliane enfatiza a importância de abordar questões de segurança e bem-estar dos Oficiais de Justiça. Suas palavras destacam a necessidade de um apoio mais eficaz por parte das autoridades competentes, a fim de garantir que esses profissionais possam realizar seu trabalho com segurança e tranquilidade, contribuindo para o funcionamento adequado do sistema judicial.


Assessoria de Comunicação da ASSOJAF-GO | Ampli Comunicação

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