Com 27 anos de carreira, Oficial de Justiça busca valorização da categoria


Abrimos a primeira reportagem da série em homenagem aos Oficiais de Justiça contando um pouco da história do nosso Diretor Social e para Assuntos dos Aposentados, Valmir Oliveira da Mota, da Justiça do Trabalho. São 27 anos de dedicação ao ofício, parte deles cumprida no estado do Mato Grosso, estando desde 1997 exercendo o oficialato na cidade de Goiânia.


Ao ser perguntado sobre os maiores desafios dos Oficiais de Justiça na atualidade, Valmir responde: "Valorização! Os Tribunais precisam reconhecer a imprescindibilidade do cargo para a concretização da Justiça e adaptação do trabalho diante das inovações proporcionadas pela tecnologia", afirma.


Valmir é natural de São Raimundo Nonato, no estado do Piauí. Aos 56 anos, relembra o que o fez optar pela profissão. "Logo após formado, em 1993, iniciei os estudos para passar num concurso público na área jurídica, que me proporcionasse segurança e estabilidade. Surgiu a oportunidade do concurso para Oficial de Justiça no TRT de Mato Grosso, em 1994, pelo qual me interessei, pois o cargo se encaixava nas minhas pretensões profissionais. Não apenas no que se refere à estabilidade, ao salário, mas também à oportunidade de exercer um ofício de grande relevância para a sociedade", frisa.


Nesse tempo exercendo a profissão, Valmir Mota lembra de um episódio ocorrido quando ele trabalhava na cidade de Cáceres (MT). Ele foi designado para cumprir um mandado de prisão em Ponte e Lacerda, naquele estado, e viajou de ônibus 250 km para chegar ao local. Lá, solicitou apoio policial para o cumprimento do mandado. "Então fui surpreendido pelo delegado, que me afirmou que poderia oferecer o reforço policial, porém a viatura a ser utilizada estava sem combustível. Para cumprir a diligência, paramos em posto de gasolina e paguei do bolso, na época, R$ 5, que naquele tempo tinha algum valor", conta. Ao chegar ao local, descobriu que a pessoa destinatária do mandado havia se mudado para a Bolívia.


Violência Embora nunca tenha sofrido situações de violência no exercício da função, Valmir confirma que colegas já foram agredidos com empurrões e tiveram o veículo danificado quando do cumprimento de mandados. "Comigo, já ocorreram muitas resistências, em que os executados tentaram impedir o cumprimento do mandado, circunstâncias em que fui obrigado a solicitar reforço policial. Mas, agressão, nunca sofri, graças a Deus."


O diretor da ASSOJAF-GO fala da importância da entidade para a categoria. "A ASSOJAF é de fundamental importância, na medida em que busca articular e mobilizar seus filiados para lutar pela valorização do cargo e para o atendimento das reivindicações da categoria", acentua.


Amanhã, traremos mais uma matéria em homenagem ao mês em que se comemora o Dia do Oficial de Justiça.


Assessoria de Comunicação do SINDJUSTIÇA | Ampli Comunicação

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